2015

Arrivederci, Italia!

Ah, voltar para casa! Finalmente dia 26 de Julho tinha chegado! Esperei a moça da agência mandar o link do check-in e estranhei um pouco por ela ainda não ter feito isso, mas tudo bem. Mandei uma mensagem para as meninas dizendo a hora em que eu gostaria de sair para o aeroporto e esperei o “OK” delas.
Tomei meu banho, fechei minhas malas e nada do meu check-in… Resolvi dar uma organizada na minha pasta de documentos antes de sair. Verifiquei passaporte, joguei fora o papel da passagem de ida, olhei a passagem de volta… Dia 27, certo, só estava no aguardo do… Espera. Fiquei em silêncio por alguns minutos e olhei novamente a data de embarque. Dia 27 de Julho. Olhei no calendário. No dia seguinte. Por isso que ainda não tinha recebido o link do check-in, não estava nem liberado ainda!
Comecei a rir sozinha, eu iria para o aeroporto em 1hr, AINDA BEM que eu resolvi olhar os papéis antes! Não sei o que me deu na cabeça pra achar que voltaria dia 26, mas lembro que desde o momento que embarquei para a Itália eu tinha certeza de que voltaria dia 26.
Enviei uma outra mensagem para as meninas e todo mundo riu. Seguiríamos o mesmo plano só que no dia seguinte.

Dia 27 era segunda-feira, resolvi ir até a minha sala de aula depois do intervalo. Entrei, sentei e disse que tinha desistido de voltar e fiquei vendo todo mundo me olhar com cara de interrogação. Depois de rirem da minha cara por toda a confusão, fui fazer um teste para ver qual era o meu nível de Italiano (B2, baci a tutti) e aí voltei para o quarto para cochilar um pouquinho.

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A última foto!

Às 15hrs saí do alojamento para pegar um ônibus que me deixaria no Aeroporto de Florença. Carreguei arrastei uma mala quebrada que pesava 40kg até conseguir chegar em frente à estação, pesava tanto que uma moça me ajudou no meio da rua porque eu estava quase desmaiando. O motorista do ônibus foi muito legal e nos deixou embarcar antes de chegar ao ponto oficial.
Já no aeroporto, corri para pesar as malas, passei coisas de uma pra outra, coloquei mais coisas na mala de mão, mais coisas na mochila e nada de chegar nos 32kg… Por fim tive que deixar meus livros de italiano com a Sun e me desfazer de uma garrafa de tequila (?).
Fui para o balcão para despachar as malas e descobri que meu vôo para Roma estava atrasado, das 19hrs tinha passado para as 22:10. Lindo!!! Eu perderia a conexão!!! Ao explicar a situação pra moça do balcão, ela me disse que não poderia fazer nada e que eu receberia instruções só quando chegasse em Roma. Lindo!!! Respirei fundo e liguei pra agência, mãe, pai… Expliquei que não chegaria dia 28, que estava tudo bem e que eu só receberia mais informações quando chegasse em Roma.
A Aliena teve que ir embora, mas a Sun ficou comigo até eu embarcar e ainda me deu uma cartinha (que me fez chorar). Lá pelas 22:10 me despedi oficialmente de Firenze e 35 minutos depois, aterrissei em Roma.

Eu e outros muitos passageiros paramos num guichê da Alitaia em que a moça não sabia nos informar absolutamente nada, por muito pouco nós todos não passamos a noite no aeroporto. Sorte que a tripulação nos viu ali e disse que estavam nos esperando em outro guichê.
Lá fomos todos nós, entregando papel, recebendo papel, eu cansada pra caceta quase dormindo em pé. Fomos encaminhados para um ônibus e desse ônibus para um hotel sensacional daqueles muito grandes e top top da balada que ficam próximos do aeroportos. Fiz meu check-in lá (a moça perguntou onde estavam meus pais, achou que eu tivesse 16 anos, hehe) e fui acabada, cansada, mas muito feliz de encontro com uma deliciosa cama king-size. Estão perdoados Alitalia, estão perdoadíssimos.
Desci para jantar mesmo sem muita fome, mas para não correr o risco de acordar com o estômago roncando no meio da noite.

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Ciao, Firenze! :)

De volta ao quarto, tomei um banho de banheira antes de dormir naquela cama incrível.
Dormi tão pesado que nem acordei pra tomar café da manhã. Me ligaram perguntando se eu já tinha feito check-out, disse que me permitiram ficar no quarto até às 15hrs e voltei a dormir. Eu ainda estava tão cansada e com tanto sono que foi muito díficil falar inglês, sei que fiquei no “É…” até conseguir formular uma frase.
Um pouco antes das 15hrs desci pra almoçar, a moça da recepção ficou um pouco brava comigo porque ficou 5 minutos procurando um voucher com o sobrenome que estava na minha passagem, não com o sobrenome que tinham me registrado no hotel.
Comi, subi para pegar minhas malas (só a mochila e a de mão, as grandes ficaram no aeroporto) agendei uma van para o aeroporto às 18hrs e fiquei no lobby esperando.
Fiz meu check-in de novo e entrei na sala de embarque, onde esperei mais algumas horinhas. Começaram a chamar pessoas que haviam perdido o vôo do dia anterior e eu esperei até chamarem meu nome. E nada. Levantei e fui falar com a moça no portão, ela verificou se meu nome estava na lista e não estava (Me deixa ir embora, Itália!!!), ela deu um sorrisinho amarelo e pediu para que eu esperasse uns minutinhos. Concordei mas nem ousei sair da frente dela. Um tempo depois ela me entregou uma passagem “18L está bom?” Tá ótimo moça.
O embarque começou. Eu não via a hora de chegar em casa! Minha poltrona era na primeira fileira depois da classe executiva, então eu tinha um espação para as pernas e três janelinhas só para mim, além de um tvzinha bem na minha frente que mostrava onde estávamos no mundo (AMO!!!). Esperei o serviço de bordo (amo também), apoiei minhas pernas na mochila, tomei meu Dramin e dormi antes mesmo de fazer efeito. Foi um sono tão pesado que nas raras vezes que eu acordava, eu levava uns três minutos pra conseguir abrir os olhos e sete pra entender onde eu estava.
Acordei definitivamente 53 minutos antes de aterrissar. Tava batendo aquela ansiedade de ver minha família, meus gatos, meu país!
Peguei minhas malas e parei no Duty Free rapidinho só para comprar um pote de bombons Lindt que meu irmão ama. Saí e nada da minha família. Fui para um cantinho arrumar a internet no celular e eles apareceram, muitos abraços, muitos beijos, fomos para o carro.
Eram 6 da manhã e o dia estava horrível, nublado, uma neblina absurda, mas eu respirei fundo e no meio da Ayrton Senna abri a janela de gritei que amava São Paulo!

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