2015

Paris Parte 1: Versalhes e Museu do Louvre

Não sei se o verão chegou ou se ainda estamos na primavera, mas todo santo dia o termômetro marca 37 graus! Não parece muito, mas o calor daqui é diferente e parece que o sol arde muito mais ):
Mas… Vamos falar de PARIS!

No dia 13 de Maio, eu e a Sun saímos na segunda aula para ir para o Aeroporto de Pisa, aterrissamos no Aeroporto Beauvais e de lá pegamos um ônibus que nos deixou em Porte Maillot, em Paris.
Eu estava um pouco apreensiva porque era a primeira vez que eu viajava por conta própria. Eu que tinha visto, comprado e definido as passagens, passeios, rotas e hospedagem.
E por falar em hospedagem, essa era uma preocupação a mais, porque eu resolvi experimentar o AirBnB pela primeira vez. Gente… Incrível. Estou apaixonada, eu juro. Eu dividi com a Sun um flat inteiro em um bairro ótimo, super tranquilo, com uma estação de metrô do lado, que nos deixava nas principais linhas da cidade, e com uma estação de RER que levava direto pra Versalhes em 25 minutos. O apartamento era uma graça, numa rua daquelas que a gente vê num filme e pensa “isso deve ficar em Paris”, a proprietária era uma garota da minha idade, a Sarah, não chegamos a nos conhecer, mas ela fez de tudo para que a nossa estadia lá fosse a melhor possível. E conseguiu. Super atenciosa e prestativa, deixou um prato macarons na mesa de centro e o básico pro café da manhã (pain au chocolat, baguete de grãos, manteiga, geléias, suco, leite…), o que salvou nossas vidas somos eternamente gratas, porque chegamos no apto por volta das 23 horas, morrendo de fome e estava tudo fechado.
A Sun ficou no quarto e eu dormi no sofá da sala, que era grande e super macio. Optei por ficar lá porque lá tinha uma vista bem legal pra rua. Dormimos logo porque no dia seguinte iríamos para…
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VERSALHES!
Acordamos cedinho e caminhamos por 15 minutos até a estação de RER Javel, que se encontrava no final de uma avenida à dois quarteirões do apartamento. Ao atravessar a rua para entrar na estação, olhei para um dos lados e vi a Torre Eiffel bem do nosso lado, toda linda e enorme. Eu e a Sun ficamos rindo igual bobas. É muito legal ver pessoalmente uma coisa tão famosa que a eu só tinha visto até agora em fotos e filmes.
Enfim, compramos o bilhete faltando dois minutos pro trem sair. Ele saiu, nós ficamos, e tivemos que esperar uma meia hora até um trem chamado VICKY (eu acho) chegar. Entramos e fomos direto para Versalhes. Saindo da estação é só seguir as placas ou o fluxo de pessoas, caminhar por uns dez minutos até virar uma esquina e ter a inconfundível visão do palácio um pouco mais adiante.

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“Fundos” do palácio

Pena que o tempo não estava muito legal durante a manhã.
Nós compramos nossos bilhetes pela internet, então pulamos a fila enorme que tinha para entrar. Eu fiz umas pesquisas antes de ir, e vários blogs recomendavam começar o tour pelos jardins e depois ir para o palácio, porque geralmente todos começam primeiro pelo palácio, então talvez estaria um pouco mais vazio quando entrássemos. Assim fizemos. Demos sorte porque naquele dia tava rolando um negócio de “Jardins Musicais”, então durante o dia inteiro tocou música clássica nos quatro cantos do jardim.

Fiz tudo sem pressa, desci até o final pelo caminho principal, de lá virei à direita para ir em direção ao Petit Trianon e ao Grand Trianon. Não preciso dizer o quanto tudo era absurdamente lindo né?
Depois de ver essa parte mais afastada, voltei para os jardins do palácio e subi ziguezagueando, para poder conhecer por dentro daquele labirinto.

Petit Trianon
Petit Trianon
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Grand Trianon

Depois de um total de três horas e meia caminhando pelos jardins, cheguei lá em cima, na  L’orangerie, que é um… Jardim… com laranjeiras…. Obviamente, e quando estava indo para o outro lado, rumo às duas últimas partes que eu queria ver, começou uma tempestade e todo mundo correu de volta pro palácio D:

Ficamos esperando a chuva passar debaixo de um toldo com mais 56324 pessoas. Eu tinha esperanças de que a chuva parasse e que eu pudesse terminar meu passeio pelo jardim, mas desisti. O cansaço estava batendo e resolvi entrar no palácio de uma vez.
Estava cheio, claro, mas foi um ótimo tour mesmo assim. Puro luxo. A Galeria dos Espelhos, então… Linda!
Me perdi/separei da Sun durante o passeio enquanto eu fugia de uma excursão. Nada contra, mas aquelas excursões me irritam um pouco, o pessoal anda devagar demais e sacam trocentos “pau de selfie”, e aí você tem que ficar desviando o tempo todo pra não te acertarem a cabeça. Então por isso eu corria pra alguns outros cômodos pra conseguir fazer a visita mais tranquilamente, antes das excursões chegarem.


Depois de ver tudo, esperei um pouco e encontrei a Sun no final de uma escada. Saímos no palácio e resolvemos voltar para o apartamento, já que eram quase umas seis da tarde, e nós tínhamos acordado às oito da manhã.
Descansamos um pouco e umas 21:30 decidimos caminhar até a Torre Eiffel, já que estava pertinho né? É. Não.
Nós fomos a pé, sem ver nenhum mapa, nem nada, simplesmente seguimos a torre. Não estávamos nem na metade do caminho ela começou a piscar, saímos correndo pra ver se chegaríamos a tempo de ver lá na praça, mas óbvio que ainda estávamos à quilômetros de distância dela, a gente só não sabia disso. Ela parou de piscar, claro, e depois disso ainda caminhamos por uns bons trinta minutos. À essa altura já tinha muito cansaço acumulado, irritação porque não chegava logo, e eu tava com um certo medo porque ali onde caminhávamos era deserto e escuro, no meio de Paris, e a Sun é meio inocente então ela caminhava num passo muito lento, de uma forma que eu não sei andar nem quando estou tranquila.

Primeira foto da torre <3
Primeira foto da torre <3

Ela é bem distraída, muito provavelmente porque na cidade onde ela mora ela não precisa ter essa coisa de andar prestando atenção se tem alguém estranho na esquina, etc. Eu precisei prestar atenção por mim e por ela. Mas eu dei um semi-chilique quando estávamos bem perto (mesmo) da torre e ela naquele passo, porque três caras meio que cercaram ela para pegar a bolsa dela, e ela nem percebeu! Sorte que eu olhei pra trás e vi isso. Parei de andar na hora e falei pra ela esperar, os caras perceberam que eu tinha entendido o que eles iam fazer, continuaram andando e graças à Deus não aconteceu nada. Mas foi complicado. Eu sou de São Paulo, não tenho paciência com quem não sabe andar na rua e vacila mesmo depois de vários avisos.
Bom, chegamos na praça da torre, tiramos umas fotos e voltamos para o apartamento, onde dormimos quase instantaneamente, depois de andar a vida toda em 24hrs, eu precisava colocar os pés pra cima e restaurar as energias porque o dia seguinte era dia de…

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LOUVRE!
Andei pelo Louvre o tempo inteiro fingindo que era a minha casa que eu deixava aberta para visitantes. Sensacional. Como eu gosto de planejar viagens e de caçar dicas pelos blogs da vida, fui até a entrada principal das pirâmides que, claro, estava lotada e com fila de espera de uma hora, MAS… Depois tirar umas fotos, nos direcionamos à uma outra entrada, do lado esquerdo das pirâmides, bem abaixo de um prédio da ala Richelieu, que estava VA-ZI-A.
Também comprei os ingressos antecipados, claro. Retirei na FNAC da Champs-Élysées e andei até o Museu do Louvre. É uma boa caminhada, mas é ótima para conhecer a cidade, não recomendo fazer de metrô, não.

Peguei um mapa em português e organizei minha visita. Eu me interesso mais pelo acervos arqueológicos, então dei prioridade pra isso.
Fiz o térreo inteiro, comecei pelas esculturas, passei pelas antiguidades orientais, egípcias (amo), gregas, etruscas e romanas. Isso levou sei-lá, muitas horas. Dei uma olhada na parte do Louvre Medieval, e claro, fui conhecer nossa querida amiga Gioconda. Não achei difícil chegar até ela. É lotado de gente, claro, mas é super tranquilo de se infiltrar.

Eu queria muito ter visitado os apartamentos de Napoleão, mas sério, não conseguia mais andar. Minhas pernas já estavam bambas e eu precisava caçar um banco pra descansar a cada cinco minutos.
Minha parte favorita foram as esculturas e as antiguidades egípcias. O acervo deles é fenomenal, tem hieróglifos traduzidos e até uma múmia!

Com um aperto no coração por não poder ver tudo, nós saímos e almoçamos num restaurante péssimo ali perto. Pedi uma ceaser salad que veio com um molho de mostarda tão forte, mas tão forte que tenho certeza de que jamais terei sinusite na vida. Desentupiu tudo! Meu nariz ficou meio assado, mas… Fazer o quê? Estávamos com muita fome.

Tentei escrever sobre a viagem toda em um post só mas ficou absurdamente grande. O homi diz que eu escrevo muito :(
Enfim, é melhor dividir mesmo!

Baci a tutti! ;*

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