2015

Cinque Terre

Oi abigos!
Enrolei cerca de mil anos para escrever esse post. Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo, uma delas, por exemplo, foi um fenômeno chamado preguiça e tédio, que tomou conta de mim esses dias. Allora… Dia 9 de Maio eu, Aliena e Sun fomos para Cinque Terre. Localizada na região da Liguria, Cinque Terre é um conjunto de cinco cidadezinhas (Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso) entre as montanhas e o mar, com casinhas coloridas e trilhas ligando uma à outra.

IMG_3177
Manarola

Depois de quase um mês acompanhando a previsão do tempo, finalmente compramos um pacote com uma agência chamada Florence For Fun e fomos junto com uns grupos de estudantes americanos.
Nos encontramos na Estação Santa Maria Novella e de lá partimos rumo à Riomaggiore, a primeira cidade. A viagem durou cerca de duas horas e um pouquinho, passamos de ônibus pela primeira cidade, e paramos na segunda, Manarola.
Chegando em Manarola, descemos do ônibus e caminhamos montanha abaixo, ali tivemos uma meia hora de tempo livre para dar uma volta e tirar umas fotos. O clima estava ótimo, o céu estava lindo, fazia sol mas ainda não estava muito quente, o que era bem conveniente, assim ninguém sofreria demais na trilha.
Pegamos um trem de Manarola até Corniglia, a terceira cidade e início da nossa trilha. Chegamos em três minutos e tivemos que subir uns 300 degraus (sério) até chegar na cidade. O legal é que lá do alto dava pra ver Manarola e logo atrás Riomaggiore, uma vista bem bacana.

IMG_3195_2
Manarola e Riomaggiore vistas do alto da escadaria

Os guias disseram que quem não quisesse fazer a trilha poderia ficar mais uma hora na cidade e ir para as cidades seguintes de trem.
A Sun, coitada, é meio perdida às vezes. Ela estava morrendo de calor, com aquele cabelão solto, usava saia e camisa (!!!) e quase morreu quando nós confirmamos para os guias que faríamos a trilha. Tipo… Era simplesmente o motivo principal pelo qual fomos até lá, como assim não passou pela cabeça dela que faríamos a trilha? Eu e a Aliena ficamos com cara de interrogação pra ela, mas enfim… Ela também foi. Sofreu, mas foi.

Achei que a dificuldade da trilha seria muito maior do que realmente foi. Eu não gosto muito de exercícios físicos mas gosto de fazer trilhas e achei essa bem tranquila. Não tivemos que escalar nada, nem atravessar correntezas (brinks né). Teve muita subida com degraus tortos, esculpidos de improviso nas pedras da montanha e muita descida com mais degraus altos (sou pequena e tenho pernas curtas, precisei me esticar) e com o caminho bem irregular, mas eu adorei.
Fora a paisagem né? O dia estava incrível, então a vista estava ainda mais bonita, aquele mar azul e todo aquele verde em volta valeram cada degrau.

Quando fomos chegando perto de Vernazza minhas pernas começaram a reclamar, sempre que eu parava pra descansar eles tremiam visivelmente, até que era engraçado mas eu estava começando a ficar com medo de cair no abismo.
Vernazza, a quarta terre foi de longe, a minha preferida. ALI SIM parecia a Itália! Para chegar no centrinho da cidade, descemos por ruas estreitas, cheias de escadas, casas coloridas e passávamos literalmente em frente à porta da sala de estar das pessoas.

No final a descida, um guia nos indicou uns restaurantes para o almoço e marcou uma horário e um ponto de encontro na praça principal, que era um lugar lindo! Toda aberta, rodeada por casas, de frente para o porto, e um restaurante atrás do outro. Todos com mesas do lado de fora, e a sombra ficava por conta de guarda-sóis coloridos.
Almoçamos num restaurante chamado Taverna Del Capitano. Eu e a Sun pedimos um spaghetti allo scoglio (spaghetti com frutos do mar) que estava delicioso, cheio de vôngoles, mexilhões, camarões… Nossa, eu piro em frutos do mar! A Aliena pediu um nhoque com camarões. Peguei um para experimentar e me arrependi de não ter pedido, porque gente, sem brincadeira, foi o melhor que eu já provei em toda a minha vida. Ainda quero voltar lá só pra pedir um prato pra mim.

IMG_3309
Praça principal de Vernazza

Depois de um almoço excelente debaixo de guarda-sóis coloridos, nosso grupo se juntou e pegamos um barco até Monterosso, a quinta e última terre.
Lá tivemos o resto da tarde livre. Caminhamos de uma ponta à outra da avenida principal, tomamos um gelato, que eu achei bem normal (infelizmente é isso o que acontece quando você é frequentador assíduo da Gelateria Dei Neri), sentamos na praia de pedra e ficamos por ali fazendo nada, só descansando as pernas e olhando o mar.
Eu comprei uns cartões postais e enquanto estávamos na praia, resolvi escrever o meu primeiro cartão postal ~ever~ para um amigo meu. Como eu escrevi no cartão dele: experiência legítima.

IMG_3318
Chegando em Monterosso

Uma coisa que eu achei bem legal e que 100% dos americanos do nosso grupo aproveitaram bastante, foi um barzinho que tinha por ali que servia drinks em BALDES! Sério, um baldinho um pouco menor que um balde de praia, com alça e tudo. Eu achei genial! Infelizmente não provei nenhum porque não queria pegar o trem e o ônibus “alegrinha”, queria ter achado isso antes e ter comprado um drink frozen no balde ao invés de um gelato sem graça. Alguns drinks vinham com uma garrafa de cerveja virada dentro! Bateu uma saudade forte dos meus amigos naquela hora, queria muito que estivessem lá comigo pra gente aproveitar a praia tomando uns drinks no balde.

Umas 17 horas, eu acho, nos reunimos em frente à estação para pegar um trem de volta até uma das primeiras cidades e de lá pegar o ônibus para vir embora. IMG_3329
Nós três estávamos acabadas, mas eu não consegui dormir no ônibus. Chegando em FLR, devido ao trânsito, o ônibus teve que parar antes da estação (ponto final oficial do passeio) e eu a Sun quase choramos de emoção quando descemos dele nos deparados com a porta de entrada do nosso prédio. Nos despedimos da Aliena, dos guias e entramos. Eu só queria um banho e deitar com os pés pra cima. Devo ter feito exatamente isso.

Foi um dia incrível por vários motivos, além do passeio em si, eu descobri que só não me adaptei bem na região da Toscana (xingamentos liberados, vai) e que não é um problema com a Itália toda. Isso me deixou aliviada porque até aquele momento eu não estava entendendo nem aceitando muito bem o fato de não ter amado FLR.
Fico feliz em dizer que agora as coisas já melhoraram por aqui :)

A dopo, baci!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s