2015

Ainda do começo: Amigos novos e Balada ruim

Olá! :D
Gostaria de compartilhar que nesse momento estou comendo cerejas como se não houvesse o amanhã! Sou apaixonada por elas e só posso comer lá pelo final do ano, quando é época no Brasil. Mas aqui nas Europa aparentemente a época é agora e eu comprei uma caixa enorme de cerejas super maduras e docinhas por apenas 5 euros! Pensem numa pessoa feliz e realizada. Pois é! Enfim…

No dia seguinte começariam as aulas da Angie na Sprach, acordei cedo junto com ela pra leva-la até a escola. Voltei pro apto e dormi mais um pouco e umas 10 da manhã o Kendy apareceu aqui e fomos encontrar um amigo que ele fez no hostel que estava, o Fred, para irmos para a Galleria degli Uffizi.
Nesse dia eu estava me sentindo bem melhor, ainda estava um pouco triste, mas foi ótimo ter ele por perto e ter ido na Galleria pra me distrair. Lá dentro é incrível, vimos o quadro O Nascimento de Vênus (lindo!) e tiramos fotos fazendo careta com algumas estátuas.

Ele tinha um trem pra pegar às 14hrs, então depois da Galleria fomos para o hostel dele, para que ele pudesse pegar a mala e em seguida fomos para a estação. Na hora dele embarcar meu coração voltou a apertar daquele jeito horrível e obviamente, comecei a chorar. Quase arrastei ele pro apartamento e tranquei ele lá para que não fosse embora, mas nos despedimos e eu fiquei quietinha olhando ele embarcar.

Provavelmente no dia seguinte, quando fui encontrar a Angie no final da aula, eu conheci duas garotas mexicanas que estudavam na sala dela: A Paola e a Alejandra (“Don’t call my name, don’t call my name…”). Almoçamos no Mercato Centrale -num lugar péssimo, btw- e combinamos delas virem jantar aqui no apto no dia seguinte. Então no dia 10, lá pelas 20hrs elas vieram, com mais uma amiga, a Monica, que dividia o apto com a Paola. Eu preparei risotto ai funghi e de sobremesa comemos uns bolinhos prontos da Kinder HAHAHAHA (incrível como aqui tem milhões de produtos Kinder!) Ficamos umas boas duas quase três horas jogando conversa fora até que todas foram embora e eu e a Angie fomos dormir porque estávamos exaustas.

No dia seguinte, depois da aula, eu e a Angie visitamos o Palazzo Pitti. Eu adorei, talvez mais do que a Galleria degli Uffizi. A Angie gosta de fazer percursos completos nos museus, ela inclusive carregava um livrinho com explicações sobre cada cômodo ou objeto importante. Eu também gosto de percursos completos, mas como não tinha nenhum livro, lia toda e qualquer explicação que encontrava pela frente.


De noite encontramos um pessoal que estudava na escola, cerca de oito pessoas, numa pizzaria depois da Ponte Vecchio que se chama Gusta Pizza. Eu e a Angie fomos as primeiras a chegar, pedimos para reservar os lugares e ganhamos um copo de vinho do garçom que tentou fazer graça com a gente. Desculpa amigo, tamo afim não, bjs.

Quando o pessoal chegou, eu fiquei meio tímida, não conhecia ninguém ainda porque minhas aulas não tinham começado e todos eles falavam italiano entre si. Boiei. Entre o pessoal tinham dois brasileiros, um turco, um venezuelano, uma colombiana, duas alemãs (contando com a Angie) e mais umas meninas que depois daquele dia eu nunca mais vi na vida. Conversei bastante com o Pedro, o venezuelano que também tinha estudado gastronomia e que tinha o seu próprio negócio, ele era tipo um home-chef.
Pedi uma pizza margherita e morri de amores quando ela chegou. Vale lembrar que por aqui, você pede uma pizza INTEIRA só pra você! A massa é tão leve que dá pra comer tudo tranquilamente e ainda pedir sobremesa.

IMG_1471_2

Após o jantar, o grupo se dividiu e acabamos indo pra um barzinho tomar algum drink. Eu e a Angie dividimos um Cosmopolitan e eu pude conversar mais com o pessoal.
João, Pedro, Valentina, Celine e Yusuf foram as pessoas que eu acabei vendo quase todo dia. No geral a que eu menos falei foi a Celine.
Cheguei no apto feliz por ter dado uma volta e por ter conhecido gente nova. Era um pouco estranho ainda, mas depois daquele dia entendi que eu poderia acabar me adaptando e não me sentindo tão sozinha quando a Angie fosse embora (ela ficaria só por três semanas, não sei se já mencionei). IMG_1473
Os pontos altos da noite foram: Uma pizza inteira só pra mim, uma casa de número nove que alguém muito incrível tinha escrito 3/4 com caneta prata do lado do número, e a Valentina usando um cachecol da Corvinal.

O restinho da semana foi bem normal, nada espetacular. Em algum ponto dela eu conheci o Michael, um garoto canadense que a Angie conheceu no trem dela para FLR. Nos encontramos com ele de noite da Piazza Della Repubblica, só não lembro bem o dia… Mas o importante é: Ele era um amor! Muito engraçado e o melhor de tudo: entendia meu senso se humor! Compartilhamos nossa aflição em relação as pessoas que tínhamos conhecido até aquele momento não entenderem sarcasmo. Me senti mais localizada no mundo.

Na sexta-feira fomos numa balada com o mesmo pessoal que foi para o barzinho + Michael, e eu juro que nunca mais piso em uma balada aqui novamente (digo isso depois de mais umas 4 experiências frustradas).
O lugar chamava Red Carter, é uma mistura de karaokê-ruim-muito-alto com balada na frente. Depois da fase do karaokê, a galera vai pra um espaço pequeno affollato de gente que tenta dançar ao som de reggaeton.
Vou explicar um negócin pra vocês… Quando se ouve reggaeton pela primeira vez você pira, dança que nem louco. Mas aí você percebe que o DJ não muda o estilo de música e faz uns remixes que não te deixam cantar. Essa que vos fala curte muito uma baladinha com bastante música pop que possa ser cantada à plenos pulmões. Não aconteceu nessa Red Carter. Que por sinal já tinha me deixado semi-miada devido à fase ~karaokê-ruim-muito-alto~.
A parte legal/boa/engraçada, foi que alguém do nosso grupo teve a ideia de segurar uma blusa como se fosse uma corda pra galera passar por baixo. Além do nosso grupo brincar disso o resto da galera da pista resolveu brincar também! Aí foi engraçado! Mas só.
Graças ao bom Jesus, a balada acaba cedo. O que pra mim pareceu tarde porque eu não aguentava mais ouvir a batida seguida da letra “dime si conmigo quiere hacer travesuras…” (já era, tá na cabeça até semana que vem agora).

Sábado de noite marcamos com o Michael e com a Alejandra de nos encontramos na Piazza della Repubblica e não importa o que aconteceu depois, (não era importante mesmo, comemos num bar péssimo) porque era Valentine’s Day e o Michael apareceu com uma rosa para cada uma de nós! Eu achei a coisa mais tchuca desse universo!  Quando chegamos em casa, eu e a Angie colocamos nossas rosas num vaso improvisado feito de um vidro de pêssego em calda. Alegrou nossa cozinha! (:

IMG_1544_2
Rosas de Valentine’s Day *-*

As minhas aulas começaram no dia 16/02. Cheguei mais cedo na escola, fiz um teste para saber em qual nível eu me encaixaria e que surpresa ao descobrir que era no nível mais baixo possível não? Na minha sala tinha eu duas mulheres de Quebec, a Natalie e a Martine. Nosso professor do primeiro tempo era o Marco e depois a Mina (sim, ela chama ~Mina~).
É MUITO ESTRANHO estar numa aula e não saber se comunicar! Não saber como dizer seu nome, o que você fez ontem, porque você está ali… É frustrante porque você sabe o que quer falar mas não tem as palavras! E claro, eles só falam italiano e raramente deixam usar o inglês. Se você falava algo em inglês eles traduziam e te faziam repetir em italiano.
A semana passou basicamente da mesma forma. Eu e as Quebec Ladies tentando dizer o que fizemos no dia anterior e descrevendo ações ridículas do tipo “eu leio o livro”, “ele abre a porta” e por aí vai… Não poder falar me deixava um pouco sem paciência, mas o que eu podia fazer? Niente.

Em algum ponto dessa semana fomos jantar com o Pedro, João, Yusuf, Michael, Alejandra e Paola numa trattoria que se chama Il Gatto e la Volpe. Foi bem legal, pedi um risotto que estava perfeito, mas não achei o restaurante nada demais. Depois fui outra vez e mudei totalmente de opinião mas isso é história pra outro post.

No sábado o pessoal se reuniu e foi para uma balada latina perto da Santa Croce que se chama Salamanca. Lá foi muito melhor do que o Red Carter mas ainda assim… Faltava alguma coisa pra mim. Álcool talvez (desculpa mãe). Pedi um Sex on the Beach frozen e GENTE… Vocês tem que provar. O morango que tinha na borda do copo tava uma delícia também (?). Por volta das 3 horas da manhã as luzes se acenderam, a música acabou e todo mundo parecia aceitar normalmente. Eu e a única com cara de WTF. Saímos do clube e fomos guiadas sem rumo pelas ruas da cidade durante a madrugada. Eis que o pessoal entra numa ruazinha muito estranha, onde tinha mais um monte de gente da nossa idade reunida. Gelei. “Pronto, vão comprar drogas e eu aqui no meio. Ai socorro, não sei onde eu tô, me tirem daqui”
Então alguém veio me fazer uma pergunta e eu pronta para responder “NÃO PODEM ME OBRIGAR!!!” mas a pergunta foi: “Creme ou Nutella?”…Oi? Ali onde estávamos era os fundos de uma confeitaria que abria umas 3:30 da manhã para vender “cornettos” recheados, recém saídos do forno por apenas 1 euro. Pedi desculpa pra todo mundo (mentalmente, claro) e educadamente respondi: “Nutella, please!”
COMO SE NÃO BASTASSE… Depois do nosso ~break~ o pessoal resolveu ir para uma outra balada! Todo mundo foi, claro. Não sei o nome do lugar mas era de graça, é tudo o que me importa. Descemos uma escada para um salão onde estava rolando mó festa, tirei o ânimo de algum lugar e voltei a dançar com as meninas. Em cima do banco talvez.
Não ficamos por muito tempo, logo juntamos o pessoal e fomos embora.

Aqui em FLR é bem normal essa “troca” de baladas. Fecha uma o pessoal vai pra outra. Eu não curto muito isso, quando vou pra um lugar gosto de ficar até o final (o final que eu digo é 5 da manhã e não 3 como a grande maioria aqui). O fato de ter que sair de uma e ter que andar até outra me deixa desanimada. Pra mim não faz muito sentido ir pra outro lugar. Eu estou no ápice da animação, tenho que parar, guardar (?) e reativa-la (??) depois que chegar em outro lugar? Hm, não, valeu. Prefiro ir pra casa.

No dia seguinte fiz a Angie assistir Frozen. Ela nunca tinha visto nenhum filme da Disney! Inclusive quando estávamos naquele bar ruim no Valentine’s Day ela chamou um boneco do Dunga (sei-lá porque tinha aquilo lá) de ELEFANTE! Eu, o Michael e a Alejandra rachamos o bico! Depois disso vi que a situação dela era crítica e sugeri um tratamento comigo à base de filmes clássicos da Disney e qualquer explicação sobre as histórias que ela quisesse. Ela topou numa boa e a primeira escolha que ela fez foi Frozen.

Não quero nem ver o tamanho desse post, mas estou feliz que tenho uma semana a menos de ~passado~ para escrever! Por hoje é isso, continuarei aqui com as minhas cerejas.
Baci, baci! (:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s