2015 · Curso de Gastronomia

Continuando do Começo…

Ciao!

Continuarei a contar sobre a minha incrível jornada por FLR. ENTÃO, AÍ…

Lembro muito bem desse dia, mas ao mesmo tempo não lembro de porcaria nenhuma. Vamos lá entender o porquê:
Era uma quinta-feira, e alguém do grupo surgiu com o maravilhoso argumento “quinta-feira é o dia oficial de balada no mundo todo, hein?” Eu não estava afim, juro. Mas por muita insistência da parte das minhas amigas aceitei ir para um Pub irlandês que tinha ali perto de onde morávamos, para tomar um drink. UM. 01. UNO!
Antes de ir, passamos no apto das ~tias~ (umas moças mais velhas que nós, lindas e simpáticas que eu morro de saudade, que também estavam no curso) e ficamos um pouquinho por lá batendo papo. Tomamos duas doses de limoncello geladinho e partimos para o bar. No caminho eu lembro claramente de dizer: “Gente, não vou beber. Já tomei limoncello, não tô na vibe, hoje chega” Beleza.
Chegamos no bar, encontramos o resto do pessoal, acabei pedindo um drink, que era alguma coisa com pêssego e vodka. Também lembro claramente de dizer “Nossa, é fraquinho” E essa foi a última coisa que eu lembro claramente.
Sem mais detalhes, só quero deixar registrado que não dei vexame e que tudo estava sob controle. Também quero deixar registrado que limoncello demora pra fazer efeito e quando faz, FAZ.
Apesar da ressaca horrível, o dia seguinte foi bem bacana. Na busca por qualquer coisa barata pra forrar o estômago encontrei uma pizzaria minúscula perto do campus da universidade onde vendem pedaços de pizza de somente 3 ou 4 sabores e embrulham num papel, uma delicinha.

De noite eu e as meninas fomos experimentar a maravilhosa Bistecca  Fiorentina. Só de falar já me dá vontade de comer de novo! O restaurante se chama Acquacotta, é uma portinha tão simplória que você mal se dá conta quando passa em frente. Mas ao adentrar a trattoria é uma surpresa: o salão é grande e separado em três áreas, a decoração é super simples e aconchegante e eu nunca fui tão bem atendida em toda a minha vida. É um restaurante familiar (na Itália? Que surpresa…) e naquele dia só tinha uma garçonete para um restaurante inteiro! Ela corria para lá e para cá esbanjando simpatia e chamando as pessoas de “amore”!
Dividimos duas entradas, uma salada de espinafre com carpaccio de trufa e parmesão, um prato de polvo com salada de tomate e algumas outras coisinhas que esqueci. Tudo uma delícia. Aí chegou ela. A incrivelmente maravilhosa, só selada, com um fio de azeite de oliva. Posso parar por aqui, a foto é auto-explicativa:

No dia seguinte acordamos cedo e fomos até Pienza e Montepulciano. Não lembro qual conhecemos primeiro, mas em Pienza além de fazer um pequeno tour pela cidade, passamos numa produtora de queijo pecorino e fizemos uma pequena degustação. Em Montepulciano tivemos uma aula de vinhos, depois almoçamos e fizemos uma degustação dos vinhos que eram fabricados ali.

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Duomo de Siena

No domingo juntamos uma parte do grupo e fizemos uma viagem por conta própria. Alugamos uma van que nos deixou em Siena por volta das 9 da manhã. Tudo estava fechado ainda e frio. Muito frio! Passeamos por lá e achamos uma loja que não tivemos como evitar a entrada… Uma loja de produtos trufados! Nossa, geral pirou. As meninas fizeram a festa e eu tive que ficar me relembrando de 5 em 5 minutos de que eu não ia embora em uma semana então não poderia comprar a loja toda. Triste, eu sei.

Depois de Siena foi a vez da linda e minúscula San Gimignano. Um lugarzinho super medieval, todinho feito de pedra (e que tinha o banheiro público mais incrível que eu já vi em toda a minha vida. Mil vezes melhor do que muito banheiro de shopping).

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Almoçamos numa trattoria escondidinha chamada Chiribiri. Ao abrir a porta tivemos que descer uma escada para chegar no salão mínusculo, apertado e surpreendentemente confortável. A lasanha que eu pedi estava magnífica. Foi um almoço super agradável, precisávamos daquele descanso e de aquecer o corpo, e nada melhor do que fazer isso com comida, né? (:

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Tanta felicidade numa foto só que até um dedo quis aparecer.

Com o estômago forradinho subimos até a praça principal para vestir a cara de pau e pedir um menu degustação na Gelateria dell’Olmo, que é ~~ a MELHOR gelateria DO MUNDO! E NÃO É FORÇA DE EXPRESSÃO!

Chegamos tão animadas e fazendo uma bagunça que as atendentes começaram a rachar o bico com a nossa empolgação. Acho que pedimos 10 sabores, tudo separadinho na mesma caixa de isopor. Sentamos nas mesinhas do lado de fora e apreciamos um carnaval (sério, era época de carnaval aqui) enquanto nos acabávamos naqueles gelatos maravilhoso que eu nunca comi igual em toda a minha existência.

Fachada da gelateria.
Fachada da gelateria.

Semi atordoadas devido ao excesso de coisa boa que comemos naquele dia, subimos de volta na van e capotamos com vigor. De noitinha eu e a Gi fomos jantar no apto de uma amiga que estava “morando” no andar de cima e ficamos por lá falando besteira de dando risada.

Nos dias seguintes não fiz nada de muito especial além de frequentar as aulas e me entupir de comida boa. Uma das mais marcantes foi a aula de massa fresca, onde aprendemos a fazer pici e tagliatelle!

 

Dia 06/02, meu amigo Kendy que estava fazendo um tour pela Europa já fazia 3 meses finalmente chegou em Florença, e como não pôde deixar de ser, fui encontrar com ele numa praça perto do apto. Que felicidade que foi ver aquele menino! E ao mesmo tempo foi muito estranho marcar um rolê e encontrar um amigo tão próximo em um outro país! Ficamos juntos um pouco, mas depois tive que ir ao jantar de despedida que a universidade organizou no Ganzo, o restaurante-escola da FUA. Lembro que comi um bolo de banana delicioso! Também recebemos nossos certificados.

Voltamos pro apartamento e começamos/terminamos de arrumar as malas. As meninas porque iam embora durante a madrugada e eu porque mudaria para o apartamento da escola de idiomas. Eu não estava me sentindo muito bem. O medo de ficar, literalmente, sozinha, sem nenhum conhecido, do outro lado do oceano, num país que eu ainda não falava a língua estava começando a aparecer e me deixou com aquela dorzinha de estômago.
Resolvi dormir e pedi para as meninas me acordarem antes de irem embora para eu poder me despedir. E lá pelas 4 horas da manhã a Gi me acordou, me deu um abraço e me desejou sorte e coisas boas. No que elas saíram do apto e fecharam a porta eu entrei em pânico.
Entrei em pânico como nunca tinha acontecido na minha vida. Fiquei com falta de ar, levantei da cama e comecei a andar pelo apartamento, comecei a chorar desesperada e não consegui controlar nada. Liguei pra minha mãe chorando, queria voltar (na verdade até vi preço de passagem pra aquele dia mesmo mais tarde). Não sei o que deu em mim. Nunca, nunca tinha me sentindo desse jeito e foi horrível.
Como mãe é mãe, consegui me acalmar um pouco e voltei a respirar normalmente. Escrevi um desabafo pro homi e dormi de novo.

No dia seguinte arrumei tudo e fui pra portaria esperar meu transfer, que me deixou na porta do apto novo. Esperei por alguns minutos e apareceu a Caterina, uma moça da escola que eu tinha conhecido durante a semana quando dei uma passada lá pra conhecer. Eu fui a primeira a chegar no apartamento. Agradeci mentalmente por isso, precisava de um espaço só pra mim até eu poder digerir tudo o que estava acontecendo e conseguir me habituar.
Quando a Caterina foi embora eu chorei. Chorei muito. Chorei a tarde inteira. Falei no Skype por uma meia hora com uma amiga minha, a Jade, por uma hora com o meu pai, por duas horas com a minha mãe e por seis horas com o homi. Não conseguia ficar sozinha, me batia uma depressão absurda, um aperto no coração que me tirava toda a vontade de ficar aqui e que me fez questionar porque porcaria eu resolvi vir. Parece frescura, eu sei, mas eu nunca me senti tão mal e tão triste em toda a minha vida.

Ao chegar, a Caterina me avisou que naquele mesmo dia por volta das 18hrs chegaria uma menina alemã pra dividir o quarto comigo, mas acabou que ela teve alguns problemas no trem dela e acabou chegando por volta das 22hrs.
Eu estava esperando uma garota loira, de olhos azuis, um pouco gordinha (sei-lá porque) e bem séria. Quando a Caterina chegou com ela, eu fui abrir a porta e tomei o maior susto! Ganhei um abraço, um beijo e uma garota magrela de cabelos trançados e olhos castanhos começou a falar comigo sem parar!
Apresento: Angie Kiefl, minha irmã gêmea perdida. Não que ela seja parecida comigo fisicamente, mas pensamos MUITO igual e nos demos absurdamente bem de cara! Ela é incrível. A chegada dela me deixou mais calma, mais confortável no apartamento e não tão perdida no mundo. O nível da nossa amizade pode ser comparado ao nível das amizades que eu tenho no Brasil e isso me deixou/me deixa muito feliz (:

Bom… Novamente, escrevi DEMAIS! Mas quero acabar os relatos atrasados logo pra começar a postar no dia certo.

Por hoje é isso aí!

Ciao, a dopo! (;

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